A pandemia

INÍCIO - CANDIDATOS - APARTIDÁRIOS? - LABORAÇÃO CONTÍNUA - A PANDEMIA - ACT SUPER BOCK - AS FUNÇÕES 


Quando, há 3 anos, nos candidatámos à condução da Comissão de Trabalhadores da Super Bock Bebidas, estávamos longe de antever que nos precipitaríamos, logo de seguida, no período negro da crise sanitária e epidemiológica da COVID-19.

Com efeito, se esse revés nos impediu de avançar em variadíssimas ideias progressistas propostas, também nos obrigou a trabalhar em tempo real para responder aos problemas que diariamente apareciam em novos formatos e a velocidades estonteantes.

Se, finalizado o estádio temporal de ameaça sanitária, identificamos agora sucessos na abordagem Super Bock, não devemos esquecer que, no início, soubemos ativar o modo proativo no sentido de conseguirmos impor o pensamento estruturado e sensato na resposta a uma situação emergente que empurrava os Trabalhadores para o ímpeto do pânico. Foi nessa altura que alertamos para a necessidade de refrear o voluntarismo de optar por soluções que prejudicavam, quer a produtividade da empresa, quer o rendimento dos Trabalhadores, e forçamos, em todas as nossas posições públicas, a necessidade de envolver, de forma direta, os RTSST na abordagem, aumentando os índices de proteção no local de trabalho, trabalhando seguro, e trabalhando sempre, sem necessidade de paragens forçadas nem perdas de rendimento salarial inerentes.

Foi evidente o peso da posição da CT no reforço de equipamentos de proteção individual direcionados para a COVID-19, bem como a constante pressão pela higienização dos espaços comuns, como as copas, o restaurante, e os balneários, quando a empresa caía na tentação de os encerrar.

Foi também depois de muita pressão desta CT que a empresa assumiu ter de manter o pagamento do subsídio de refeição aos Trabalhadores em trabalho remoto, tendo efetivamente começado por o cortar, e ainda hoje, não tenha fechado contas relativas ao subsídio de pequeno almoço, apesar das constantes comunicações.

Foi também esta CT que, em cooperação com o Movimento Sindical Unitário, tal como deve ser, fundamentou a obrigatoriedade legal da empresa na manutenção e financiamento das condições de higiene e segurança do local de trabalho, mesmo em trabalho remoto, e propôs aos partidos políticos o esclarecimento da lei, tendo resultado em alterações legislativas;

Um trabalho em conjunto com os Representantes dos Trabalhadores para a Segurança e Saúde no Trabalho, olhando a todos os Trabalhadores, dentro e fora de portas, efetivos e precários, que resultou numa travessia muito menos penosa do que aquilo que se previa.


  • Forçámos a aplicação das normas e regras das condições de segurança COVID-19;
  • Exigimos o pagamento do subsídio de almoço e subsídio de pequeno almoço (que a empresa ainda não pagou);
  • Opusémo-nos à sugestão de os Trabalhadores irem fardados de e para casa, aumentando o risco de contágio trabalho / casa;
  • Pressionámos para reabertura do restaurante e implementação do serviço de higienização permanente;
  • Sugerimos aumento da frequência de passagens dos serviços de limpeza nas zonas comuns;
  • Impusemos a necessidade de mais Trabalhadores fazerem testes covid na empresa, sempre que assim entendessem necessário;
  • Exigimos que a empresa passasse a trabalhar diretamente com os RTSST e, com estes, definisse como, quando e onde aplicarem essas condições;
  • Impedimos que o acordo de laboração contínua terminasse antes da data prevista, conforme era vontade da empresa;
  • Impedimos que outro acordo fosse celebrado (apesar de assinado por alguns Trabalhadores levados ao engano) com um subsídio de escala de 15%, metade do que conseguimos;
  • Novo acordo que brotou das propostas de representantes de todas as áreas de trabalho.